quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Rumo à obesidade
Na Veja São
Paulo de janeiro saiu uma matéria sobre a mania crescente do paulistano em
comer hambúrguer e como em cada canto este sanduíche foi incluído no cardápio
independente da finalidade do ponto de venda. Padarias, restaurantes,
tradicionais lanchonetes, lanchonetes gourmet e até lojas de conveniências em
postos de gasolina. A forma de fabricação e venda são inúmeras, condizendo com
o tipo de canal. Opções feitas na hora com ingredientes nobres e misturas
exóticas, assim como pré-preparados, embalados, servidos após 30 segundos no
micro-ondas.
Observando
minuciosamente a alimentação do paulistano e, importante, não só ele, mas de
forma proporcional em regiões de nível populacional menor, realmente as vendas
de sanduíches vêm aumentando consideravelmente. Porém, não é crescente
unicamente a oferta do produto, e sim também a necessidade criada de consumo.
Com cada vez menos tempo para refeições, a alimentação balanceada fica de lado.
Não restrinjo à composições de nutrição, mas uma refeição simples como um “PF”.
Essa oportunidade é explorada pelas grandes e pequenas redes baseada neste novo
comportamento assim como um item fundamental, a globalização de marcas e
cultura.
A mídia
nacional, por saber da admiração dos nativos pelas nações desenvolvidas,
principalmente do país “Hollywoodiano”, contribui para tornar isso comum, um
hábito. Mais redes se solidificam aqui, mais cultura externa disseminam. A nova
comidinha dos brasileiros vêm aumentando a população em centímetros,
literalmente. Esse comportamento deu oportunidade para novas tendências de
mercado como as lojas da “saúde”, sejam refeições ou cápsulas.
Os novos
templos orgânicos tentam, mesmo que de forma capitalista, auxiliar na manutenção
da saúde, mas será que só isso basta? Ou seria necessária uma mudança de hábito
e cultura, caso contrário passaremos do país da caipirinha para o país da
obesidade?
Polandesamente
falando: Brasil, o apreciador de tudo e todos, menos dele mesmo.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Infelicidade
Esses dias
notei um grupo de moradores de rua reunidos em uma praça da zona oeste de São
Paulo. Roupas simples, judiadas e sujas. Em uma mesa providenciada no hall de
terra uma única sacola. Talvez um pouco de pão para dividirem mais tarde.
Dançaram protegidos pelo teto de folhagens. Um samba simples, letra própria. O
músico batucava, um, parado, cantava, outro sentado apreciava e, por fim, o
sambista ensaiava.
A cultura e o dom
esconderam a tragédia não percebida pelos homens. Não se importavam com as
buzinas e roncos das máquinas ou órgãos, estavam poetizando. Para eles, haviam
finalmente transformado a vida em vida.
Polandesamente
falando: mais infeliz do que não saber o que é a felicidade, é não perceber a
alegria plena nos que sofrem sem sentir.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Avenida estrangeira
Que todo mundo
já viu de tudo nela já viu sim. É trabalho, lazer, exercícios, consultas,
compras, cultura e, principalmente, é famosa por sua liberdade de expressão.
Até morador tem. Mais de duzentos mil camuflam-se meio a tanta economia, janela
e altura.
Os dois mil e
setecentos quilômetros mais valorizados e importantes do Brasil também são
famosos por seu conhecimento popular. Seja você do Gurupi ou de Pelotas. Da
Consolação ou Paraíso.
Curiosamente a
avenida que nunca pára, pára para a desinformação. Já repararam? Algumas
pessoas que dizem conhecê-la na verdade perdem-se por tantas ruas e sentidos.
Diariamente vejo, quando não sou abordada, pelo menos duas parando outras para
perguntar onde é uma rua ou o metrô “x”. Eu que trabalho lá fica um pouco mais
fácil de tentar entender por que tem tanta gente ainda que não sabe “andar” na Paulista.
Qual seria a complicação? São ruas com nomes, faróis, esquinas, pessoas e
carros, como outra qualquer.
E nesta
confusão até a polícia brinca de Sherlock. Sejam pistas ou vestígios desvendar
o mistério do seu destino final parece estar mesmo na mão de desconhecidos.
Polandesamente
falando: até os estrangeiros conhecem mais a avenida que nós mesmos.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Bom de matemática
- Pra onde? – perguntou o taxista
- Rodoviária – retrucou o passageiro
O carro
deslizou pela estrada de asfalto como jogador de tênis esforçando-se para
alcançar a bola no fundo da quadra de saibro e marcar o último ponto para a
vitória.
- Quanto
tempo até lá? – continuou o passageiro- Ah... uns dez minuto se o trânsito tive bom.
- O senhor não vai ligar o taxímetro?
- Não – respondeu prontamente o motorista – Até lá é cinquenta
- O quê?
- Cinquenta real.
- Tá, maluco, cara?
- Não... eu sei o preço e até lá é cinquenta real.
- Você tá doido que eu vou pagar tudo isso! – respondeu no banco traseiro, indignado
- É o preço da região – complementou
Polandesamente
falando: no interior a moda não é passar creme na mão ressecada enquanto o tráfego não se
move, é ser bom de matemática.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Ah, o amor... (parte 13 de...)
Chegaram ao restaurante. Uma
pequena pausa na estrada não atrapalharia o restante da viagem. Estavam
extremamente felizes por darem-se um tempo, esquecer as regras da vida e apenas
curtirem a deles. A vida que os uniu. Desceram do carro de mãos dadas e
seguiram abraçados até a entrada.
- Mesa pra
dois? – perguntou o garçom, recepcionando-os.- Sim, por favor, a melhor mesa da casa. Estamos comemorando nosso 10º aniversário de casamento – complementou o homem com largo sorriso.
- Ah, parabéns! – replicou o atendente - Vou conduzi-los à área VIP. Sigam-se, por favor.
O casal caminhou poucos metros até
à área exclusiva. Não tinha nada de requintado, era apenas mais longe do calor
da cozinha e dos demais clientes. Escolheram uma das três mesas reservadas e
sentaram-se. Olhando o cardápio com atenção, a mulher pediu para os dois:
- É... vamos querer
o risoto com picanha ao molho de ervas e vinho branco. - Só temos refrigerante e sucos naturais. O que preferem?
- Ok, pode ser Coca então.
- Sim senhora. Volto já com as bebidas.
Olharam-se satisfeitos com o
pedido, estavam famintos. O homem decidido, adiantou-se:
- Querida, obrigada por todo esse tempo que estamos juntos. Ainda te amo como antigamente.
- Eu também te
amo, meu amor.- Querida, obrigada por todo esse tempo que estamos juntos. Ainda te amo como antigamente.
E cada um pegou seu celular do
bolso.
Polandesamente
falando: havia o famoso “preciso de tempo para os amigos, para a cerveja e o
futebol ou para as amigas, para as compras e novela” para nos sentirmos
individuais enquanto nos relacionamos, não esquecermos nossos hábitos, não
deixarmos de fazer o que gostamos em nossa vida conjunta. Hoje temos mais um
“vilão” que passa despercebido, pois já virou hábito. Um ato comum aos dois
sexos. Podemos nos acostumar e adaptar os relacionamentos daqui pra frente,
porém sempre existirá o próximo e o próximo da velocidade tecnológica que nos
massifica ao individual e isolamento. O casais tendem a cada vez menos
encontrar o famoso “tempo pra gente”. Só o verdadeiro amor e a mais firme consciência
os ajudará nesta luta.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
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