segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ah, São Paulo




Ah, São Paulo. Você não me engana. Me deixa parada no caos quando promete andar mais que a luz. Me imerge no líquido do desgosto, sem o ar imaculado da sobrevivência. Você não me convence. Me diz pra ficar despreocupada com o metal na nuca, mas ele está à vista dos que menos enxergam.
Ah, São Paulo. Você me cansa. Fadiga do afinco de minhas pernas meio ao alinhamento com desconhecidas por um serviço público medíocre. Você me enerva. Agastada fico com tantos problemas estagnados aspirando solução.
Ah, São Paulo. Embora perto o desgoste, só quando distancio meus dias dos seus percebo o quanto o necessito. Nas terras longínquas do centro-oeste me perco no vazio do viver. Sem água, alimento, sem convívio ou tempo. Sem nada. Quando as indispensabilidades surgem, sua imponência reluz.
Ah, São Paulo. Se fosse Paulo não seria São. Se fosse outro não seria você. Se é você, é o que preciso.

Polandesamente falando: São Paulo, quando não estou em você, o meu eu não o é.

domingo, 7 de outubro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Terra na vida





Sempre nos perguntamos sobre a vida na Terra. Como surgiram os seres, plantas, humanos. “De onde veio a vida?”, afinal. Entre infinitos questionamentos, me surgiu um bastante curioso. Qual a influência que a Terra tem em nossas vidas?
Desconsidero aqui fatores vitais de sobrevivência e direciono para os comportamentais. Será que o planeta influencia na regência das atitudes individuais e de grupo?
Pensando além, fazendo comparações ousadas, a Terra dá uma volta nela mesma por uma quantia igualitária de tempo definida pelos humanos como “dia” ou “24 horas”. Assemelha-se à jornada determinada do viver. O ser nasce e morre. A Terra gira de um ponto a outro em determinado período.
A volta em questão pode ser compreendida como aprender com a experiência do já feito e do que precisa ser modificado.
O deslocamento ao redor do Sol, por sua vez, um tempo maior que o homem tem a aprender a viver em sociedade, passando dia a dia pelos mesmos tipos de problemas ou situações – refletidas pelas estações do ano e comparadas aos seus sentimentos.
Rotar é girar em torno de um eixo – centro de um acontecimento –, então o movimento rotacional da terra auxilia o homem a compreender sua existência, já que essa é – ou deveria ser - a pergunta central de qualquer um e, por consequência, o questionamento sobre o  mundo (translação terrestre).

Polandesamente falando: a grandeza do homem se desfaz perante a genialidade do mundo.

sábado, 14 de julho de 2012

Lavando a louça suja




Eu adoro vir ao Fran's Café. Não é pelo atendimento diferenciado ou a qualidade dos produtos. É pela bagunça da loja mesmo. Os atendentes, em qualquer horário que seja, reclamam de tudo. Agora mesmo, aqui, uma moça de avental acusa o turno anterior de não ter pedido tomate seco.

- Ai, menina, imagina se um cliente quer e não tem? Quem ia levar a bronca? Eu, né! – dizia, Claudete.
Hilário. Esses diálogos interessantes já me renderam muitos textos (aliás, quer escrever? Observe as pessoas). Vou comprar um tomate bem sequinho e entregar para Claudete de presente. Tadinha.

Outro dia a discussão era pelo gerente ter trancado o estoque, levado a chave e ido viajar. Inteligente, não? Se você bateu de leve na testa e balbuciou um “putz!”, imaginem a cara da Claudete? Tadinha; de novo.


Polandesamente falando: não importa o ramo do negócio, as empresas têm as mesmas características: funcionário que reclama de colega, que reclama de chefe, que reclama do presidente, que reclama de todo mundo, achando que poderia ganhar muito mais dinheiro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nós, nós as mulheres



Um dos símbolos da sensualidade feminina são as longas madeixas. Pergunte para seu namorado, amigo, vizinho. “Nada como uma mulher de cabelos compridos” – eles dizem.  Tendo essa afirmação como reflexo do pensar e ser, o estereótipo é seguido à risca. São tantas as formas de consegui-lo. Seja química ou fisicamente, como perucas, apliques e afins.
Não faz muito tempo vimos nas ruas algumas senhoras com cabelos mais ralos. Esse número está aumentando e sendo espalhado pelas gerações sucessoras.
As mulheres estão ficando carecas. Sim, carecas. Já reparou? Não quero criar o julgamento do belo, apenas levantar hipóteses. Essa acomia é fruto de mudanças genéticas ou reflexo de aparatos que não deveriam ser usados nos fios?
Secadores, chapinhas, amônia, fazem com que nosso corpo se modifique devido à necessidade humana ou será que é apenas uma transformação genética natural assim como a dos homens? Ou ainda: o calor global diminuirá a necessidade de pelos no corpo? A alopecia tirará a feminilidade e característica do sexo? Daqui muitos anos, homens e mulheres terão os mesmos traços faciais?

Polandesamente falando: a natureza modifica o homem ou o homem modifica a natureza?

domingo, 8 de julho de 2012

Valentia virtual





Todas as características que tornam o ser humano indivíduo são as mesmas que o classificam em um certo grupo. Já começa a contradição: unicidade conjunta.
Em cada complexo então existem infinitas particularidades, que unidas, transformam-se em qualidades. Temos os nervosos, os pessimistas... os tímidos e fechados, por exemplo. Aqui me apego.  De costume, esses são definidos popularmente como de difícil (ou pouca) comunicação, retraídos e até medrosos. Novamente: são características.
Muitas vezes este tipo usa outros meios para se expressar, como a arte. Aproximando-se ainda mais, alguns usavam os conhecidos diários, a consciência exterior. Cadernos, agendas, tanto fazia o tipo; era um desabafo, uma externação.
Com o avanço do tempo essas individualidades similares migraram para páginas virtuais, as redes sociais. (D)Escreve-se o pensamento através de jargões e, o mais importante, expõem-se sentimentos. Nesse mundo percebemos a valentia não antes vista. 
Essa nova representação do indivíduo o desclassificará como tal? Deixaremos o pensamento individualista, para o de grupo?

Polandesamente falando: um novo tipo de coragem foi criado? A valentia da massa, claro, despercebida, afinal ainda são usuários individuais de um acesso (cadeado) ao diário de muitas vidas, mas que ao mesmo tempo tornam-se únicas.

domingo, 3 de junho de 2012

De quem é a culpa?





Polandesamente falando: cuidado com o que você escreve. Pode ser seguido ao pé da letra, ou, nesse caso, ao pé do chão.